quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Reflexões e Contextualização da Prática Instrumental do Piano no Ensino Médio Técnico Integrado



Preocupo-me com o que o aprendizado de piano possa despertar o interesse e a vontade do aluno em estudar e aperfeiçoar seus conhecimentos musicais e que isto lhe faça bem. Busco fornecer dados interdisciplinares para que ele tenha autonomia para realizar-se em seus instrumento e vivenciar sua prática instrumental, mas com tantas informações de resultados imediatistas
 apregoadas pela mídia, reflito sempre como o ensino de piano pode ser equilibrado substancialmente para ser interessante e eficiente para a formação profissional do aluno dentro do Ensino Técnico- Musical.
Deparo-me com a imediata realidade e necessidade socioeconômica que varia entre os alunos das diferentes escolas de música dos diversos bairros do Rio de Janeiro, E acredito que refletir sobre como este ensino poderá ser eficiente para a prática profissional desses alunos, bem como estes conhecimentos poderão ser inseridos para que se tornem ferramentas onde o aluno busque formas de suprir suas dificuldades e, também, como poderia ser uma maneira de gerar conhecimento que estimulasse esse aluno para sua autonomia musical e profissional, é de fundamental importância para reconhecer, estudar, delimitar este campo para que eu possa compreender melhor a função social do piano.
Considero que o piano realmente acessível poderá ser: erudito, popular, aliado as tecnologias para o aprendizado ou para a performance, transformado e adaptado, mas, o instrumento deverá ser a ferramenta básica para que através dela o aluno desenvolva e atinja um desempenho eficiente na área de atuação musical que escolher, considerando as variedade entre cada área musical e a possibilidade de novas subáreas.
Este blog vem auxiliar-me para minha contínua reflexão: O ensino de piano, atualmente, pode ser considerado um objeto comum, necessário e acessível? O estudo deste objeto, o ensino de piano, deverá estar voltado para situações sociais emergentes ou deveria estar direcionado ao interesse do aluno? Atualmente qual seria o direcionamento mais eficiente para estruturarmos nosso ensino de piano no ensino técnico integrado e público? Buscarei sempre refletir sobre para que ensinar? -Neste mundo contemporâneo de "fácil acesso a múltiplas e variadas informações", como poderia direcionar eficientemente o objetivo do ensino de piano, tornando-o acessível ao aluno que precisa estar inserido dentro de uma realidade profissional musical atual?



O Ensino Médio Técnico Integrado em Instrumento Musical no Colégio Pedro II


          O Colégio Pedro II tem por tradição a educação musical em sua grade curricular desde o ensino fundamental I e II até o Primeiro ano do ensino médio. A educação musical deste Colégio é regida pelo Projeto Político Pedagógico, desenvolvido ao longo do tempo pelos próprios professores e coordenadores de educação musical. 
         Até o ano de 2011, o ensino de educação musical não era continuado nos 2º e 3º anos do Ensino Médio por conta da orientação da grade de outras disciplinas em relação ao vestibular. O Colégio proporcionava aos alunos, que procuravam continuar se dedicando à música, o Espaço Musical, no campus de São Cristóvão. Neste espaço são ministradas aulas variadas de instrumentos como sax, flauta, clarineta, cavaquinho, violão e percussão em alguns projetos de grupos vocais e\ou instrumentais. Nos outros campus escolares, os educadores musicais buscam desenvolver estas habilidades com projetos diferenciados além da aula de educação musical, mas, o espaço musical não foi concebido para ministrar um Curso Preparatório para a faculdade de música e\ou Curso Profissionalizante.
         No contexto ensino-aprendizagem, sabemos que existia uma lacuna de dois anos para os alunos que demonstrassem interesse em seguir seus estudos musicais dentro do Colégio, e que não teriam como estudar para uma faculdade de música. Estes alunos teriam que optar por um estudo Técnico em Música em escolas específicas de ensino musical, particulares ou mesmo públicas, que geralmente são organizadas por semestres e podem ser onerosos aos alunos. O que reduz sensivelmente o acesso de alunos das classes menos privilegiadas.
        Considerando que alguns outros fatores por vezes inviabilizam a continuidade do processo de estudo dos alunos, como: situação financeira, deslocamento entre regiões distantes, por uma instituição de ensino não apresentar as duas possibilidades de ensino (musical e regular) no mesmo local... Observamos então que este período de dois anos sem educação musical para o aluno do Colégio Pedro II representava uma pausa desanimadora aos alunos que gostariam de seguir seus estudos musicais preparatórios para uma faculdade de música ou Curso Profissionalizante. 
Entretanto, esta lacuna para a oficialização formal em nível técnico, ou seja, um diploma técnico de curso musical, é preenchida com a inauguração do Ensino Médio Técnico Integrado em Instrumento Musical (que foi criado pelo Ministério da Educação - Colégio Pedro II - PORTARIA Nº1002 DE 30 DE MAIO DE 2012).
       A Escola de Música passou a existir e tem como primeiro objetivo: proporcionar formação técnico-profissional em música aos estudantes que possuem diversos níveis de conhecimento dentro da educação básica; nesta vemos uma possibilidade dos alunos para a formação profissional em nível técnico, ou seja, técnico em instrumento musical onde foi implantada a disciplina Prática Instrumental Piano. Este curso é totalmente gratuito e respaldado pelo governo federal, onde o Colégio Pedro II - Campus Realengo recebeu a estrutura da Escola de Música.